domingo, abril 02, 2006

Auto-apreciação - Mestrado em Pedagogia do ELearning

Minha apreciação final
Disciplina de MED [Modelos de Ensino a Distância]

É nos pedido uma apreciação global de todos estes meses de trabalho...
É dificil de o fazer, ou por não merecermos, ou por acharmos que aquilo que fizemos não corresponde ao que o professor esperava de nós.
A profissão docente é desgastante por tudo o que acarreta, há imensas fissuras e muitas nem as vemos, só as sentimos.
Continuamdo a discorrer acerca de uma apreciação final, como introduzir, desenvolver e concluir algo tão extenso e que só agora começo a aflorar.
O tempo podem afirmar que existe, e a capacidade de apreciar e realizar aquilo que gostamos e devemos fazer...???
É pedido para realizarmos a nossa apreciação, a auto, em dez linhas.
Aqui vai, e isto ao discorrer da pena, ou....
Os critérios de avaliação são: significado/qualidade; tempo/oportunidade; frequência; colaboração. Essencialmente no último destacaquei-me, posso não fazer sentir a minha presença, estou lá e sempre que precisam; frequência - sempre que me foi possível, computadores públicos, descobri o quanto é importante termos um computador nosso e só nosso, próxima etapa comprar um; tempo/oportunidade, aqui claramente falhei; significado/qualidade, usando uma expressão, que miúdos gostam, a professora é que sabe. Pois o que achamos pode não ir ao encontro daquilo que o professor tinha planificado e idealizado.

MED - três intervenções de colegas

Intervenções de colegas

Ana Lucia Correia, quando faz a apresentação em PP do trabalho subordinado ao tema: 'O que é o ensino a distância', de 16 de Janeiro de 2006
Também gostei do comentário da colega Leonor Santos com o título: 'O que não podemos ignorar em ensino a distância'
Finalmente, a última intervenção de uma colega Samy, dia 15 de Fevereiro de 2006, referente a Moore.
«Olá a todos:
Pois é… é graças ao nosso amigo Moore, e à teoria que ele defende, teoria da distância transaccional, que estamos aqui, neste curso, nesta disciplina, a interagir uns com os outros e com a nossa professora. Trocamos opiniões, debatemos ideias e construímos em conjunto aprendizagens e relacionamentos.
Tal, implica que a distância transaccional entre nós seja diminuta, dado que geograficamente estamos separados, mas psicológica e padagogicamente estamos mais juntos, do que provavelmente estaríamos num curso presencial. “Longe dos olhos, perto do coração”, como diria o nosso amigo Azevedo.
Consideramos que o nosso autor… é aquele cuja teoria teve e tem maior importância para o futuro e disseminação da EAD.
Historicamente o EAD significava o ensino por correspondência. Com o desenvolvimento das tecnologias e a eminente entrada na Sociedade da Informação, os conteúdos, começaram a ser distribuídos através da Internet e de intranets. A utilização da Internet, e de ferramentas de comunicação síncronas, assíncronas e multi-síncronas, em combinação, “veio permitir diferenças nos estilos ou capacidades de aprendizagem dos alunos”. [Moore e Kearsley, 1996]. Veio permitir aprender a aprender de maneira colaborativa em rede, que é, quanto a nós e a alguns autores, mais importante do que aprender a aprender sozinho, por conta própria [Azevedo,2002] . Neste quadro o professor deixa de ser um transmissor de conhecimentos, para passar a ser o organizador e coordenador das actividades e aprendizagens dos alunos. No sentido literal da palavra é a força motriz da comunidade, que move e anima os seus alunos, sendo que estes também se animam uns aos outros.
Para nós, a teoria de Moore, é uma teoria actual, que vem ao encontro dos desafios da sociedade actual. “Mais do que um sujeito ‘autônomo’, ‘autodidata’ a sociedade hoje requer um sujeito que saiba construir o aprendizado do grupo de pessoas do qual ele faz parte, quer ensinando, quer mobilizando, respondendo ou perguntando (…)" [Azevedo]»

MED - bloge da Samy

Realçar o blogue criado pela colega Samy.

http://magiadaead.blogspot.com/

MED - Obrigada

Quero deixar agradecimento público a várias colegas, pois considero que este espaço pode e deve ser utilizado também para isso, assim sendo o meu muito obrigada às colegas:
e-manuela
Samy
Ninon
e também a Ana Lúcia.

sábado, abril 01, 2006

MED - Intervenção pessoal

Esta é difícil...
após ponderação opto por esta:
«COMPETÊNCIAS PARA A ELABORAÇÃO DE UM PROGRAMA DO ENSINO A DISTÂNCIA?
COMO CRIAR UM PROGRAMA/CURSO DO ENSINO A DISTÂNCIA – FLEXÍVEL E ABERTO?

Estas são as questões de uma forma simplificada e fulcral. Todas as questões de gestão e de desenvolvimento de competências são consideráveis e, não esquecer, que há vários patamares, graus, de progressão e de níveis.
O processo ensino-aprendizagem e «ao aceitar a sua relação, enfrentam-se princípios paradigmáticos que emolduram o mesmo processo e, reconhecidos pela distinção do seu foco, designam-se: paradigma cognitivo, paradigma comportamental, paradigma interpessoal e paradigma intrapessoal. Qualquer destes paradigmas se poderá especificar em qualquer dos níveis de ensino e dos cursos que integram o sistema educativo, ou em outras modalidades de aprendizagem organizadas fora do referido sistema, assim como em regimes de ensino diferentes: presencial ou a distância. Identificados os próprios regimes de ensino, per se, com matrizes paradigmáticas, é comum apontar o paradigma tradicional, como a referência do ensino presencial vs o paradigma inovador como a chave do ensino a distância.»[1]. Nesta nova modalidade está em não só elaborar uma competência como modificar as práticas de avaliação e de validação das mesmas.
Então quais as competências necessárias para a elaboração de um programa de ensino a distância? Primeiro, devíamos definir ‘o que’, ‘a quem’, ‘quando’ e ‘como’; segundo, se um programa é um instrumento regulador das aprendizagens tem de ser avaliado e validado. A avaliação pode e deve se revestir de diferentes modalidades e assim sendo os instrumentos também serão diversificados, não esquecer que a avaliação organiza-se em torno das competências.
Competência – o que é??!! Competência é um SABER, logo é um uso.

Já na segunda questão, um programa aberto e flexível; temos a tendência a confundir os dois termos, parecem sinónimos, ambos são amplos e maleáveis, numa palavra são plenos. Mas são distintos na sua operacionalização. Professora Lina numa das intervenções refere que «o grau de flexibilidade é definido em relação a um conjunto de variáveis.», e uma destas é o ser humano, é este que irá dinamizar toda uma dinâmica de ‘competências’ e de abertura perante os desafios colocados.
Pareço estar a fugir, mas não, considero que o Homem é capaz de através do diálogo mover montanhas e chegar a consenso desde que uns e outros estejam dispostos a ouvir. A flexibilidade e a abertura têm exclusivamente a ver com o tipo de público que se quer atingir e os objectivos desse mesmo público.
A inter-ajuda e o apoio mútuo e a tecnologia conseguem aproximar mundos.
[1] Roldão, Maria do Céu; Gaspar, Ivone; DESENVOLVIMENTO CURRICULAR E DIVERSIDADE DE CONTEXTOS DE APRENDIZAGEM, texto fornecido online no curso de Pós-graduação em Educação, 2005»